… entre o êxtase e a inércia …

•Novembro 2009 • Deixe um comentário

Ali, onde, aparentemente nada acontece, enquanto tudo se define. Ali, quando simplesmente SOU EU!

Estou aqui procurando as palavras para postar. Não as tenho. Procurei algumas idéias para desenvolver e escrever algo relevante, mesmo que somente para mim, e não as encontrei. Não há nada tão novo sobos céus, o que me dá esperança de dias melhores. Eu até recebi algumas opiniões sobre o que escrever – picote, deficit criativo, embargos diplomáticos – mas nada conseguiu me despertar a criatividade para que escrevesse. Mas diante dessas poucas frases mal traçadas me veio duas amedrontadoras palavras: INÉRCIA e ÊXTASE;

Quiçá por Inércia, eu improdutivo e incapacitado de escrever e até mesmo perceber o NOVO e dispô-lo em palavras, sei lá, transformar minhas vivências em sonoras poesias e em movimentos. Sofrendo a impossibilidade de movimentar-me no meu universo, sem defini-lo, sem gesticulá-lo, simplesmente sem tempo, sem vontade, sem necessidade. Apenas sofrendo, passando por, admitindo que tudo aconteça sem muitas possibilidades da minha interferência poética. (risos) Engraçado, nunca imaginei que minhas palavras poderiam em algum momento faltar na vida. Nunca imaginei que interferira tanto na realidade minha e de outros apenas com as palavras, apenas teclas, circuítos e tipografias. Mas agora passivamente, vejo tudo quadrado, tudo passando.

Mas também pode ser que por êxtase, eu estupefacto e arrebatado, incapacitado de escrever simplesmente por perceber o NOVO incontinente, procedente dos gestos e das palavras que indecifráveis, transformam minha vivência de uma vaga indolência por sonoras poéticas que vagam na minha mente estanque. Tantas faces novas nos últimos dias, tantas palavras novas, sentimentos novos, maturidade nova, escolhas novas, desejos novos, futuro novo em folha e bem diferente daquilo tudo que eu programava a anos, meses, semanas, dias atrás. Diante de cada novo tempo, um tempo novo! Onde nada ainda aconteceu! Somente respirei fundo. E nada ainda aconteceu mesmo. Tempo novo, hein! Pensei.

Acho que me descobri nesses dois momentos. Êxtase e Inércia; Ativo e passivo; Louco e desvairado! Estou numa vírgula da minha vida. Imaginem só, estou a menos de um mês para completar 30 anos de existência e ainda não entendi nada da vida. Não sou casado, não tenho filhos, não tenho feitos ousados, ainda nem consegui lançar meu CD, meu livro, meu sei lá o quê, mas hoje vivo pleno, entre o extâse e a inércia. Ali, onde, aparentemente nada acontece, enquanto tudo se define. Ali, quando simplesmente SOU EU!

E o que realmente interessa?

•Novembro 2009 • Deixe um comentário

Infinito agoraÉ comum hoje, quando estamos esgotados da vida, pararmos e analisarmos tudo. Às vezes insatisfeitos, noutros perdidos. Nesses dados momentos, quando ao olharmos ao nosso derredor e nada parecer real o suficiente, nosso coração sempre questiona sobre o que nos trouxe até aqui e até onde chegaremos. Ou melhor: o que estou fazendo da minha vida?

Em uma situação um tanto obscura, como virar o jogo? Como se sentir tranquilo, aceito, agradado, calmo e seguro? Como encontrar razões para gratidão e para ter nossos desejos acalentados? Satisfeitos? Como adquirir o sentimento de plenitude, de ser completo? Somente quando se olha para o lado e se vê cercado de quem realmente lhe interessa. Somente quando eu descubro a ordem certa das coisas certas. Somente quando eu encontro o sentido da minha vida.

Às vezes, num simples momento quando a tarde para e traz um silêncio, ou quando o vento sopra ao nosso favor. Ou até mesmo quando nossos sentimentos não nos enganam acerca da falta daquilo que ainda está por vir. Por vezes, nesses momentos fugazes, que Deus ­- sendo quem nos interessa – está apenas tentando nos trazer o seu sossego, nos fazendo perder a noção do tempo, nos parando, nos desacelerando chamando-nos a atenção e nos dando a sensação da eternidade e do infinito agora.

Não seria nesses momentos, quando ele nos dá sua palavra, nos afirma, promete, confirma e nos segura em suas mãos? Sim, quando percebemos em nossos ouvidos o sussurro daquele e daquilo que realmente importa. Ainda que no conhecimento do intangível ou na confusão do inconcebível ou na satisfação do abandono. Na compreensão da importância de cada acontecimento e da finitude fugaz do instante guardado ou na percepção íntima da voz intuitiva daquele que continua sendo só o que interessa.

Nos grandes acontecimentos do universo ao finito ínfimo e fugaz acontecido. No azar, na tristeza, ou na instabilidade e até mesmo na loucura, eu ainda preciso me manter consciente de quem interessa. Daquele que além dos meus sentidos e percepções, do meu entendimento e capacidade de conhecimento, em quem todas as coisas são, existem e permanecem. É nele, em Deus, que está tudo o que realmente interessa.

Agora, a letra da música que me levou a essa reflexão:

É o que me interessa
(Lenine/Dudu Falcão)

Daqui desse momento, do meu olhar pra fora, o mundo é só miragem.
A sombra do futuro, a sobra do passado, assombram a paisagem.
Quem vai virar o jogo e transformar a perda em nossa recompensa?
Quando eu olhar pro lado, eu quero estar cercado
só de quem me interessa.  

Às vezes é o instante, a tarde faz silêncio,
o vento sopra a meu favor.
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
de um tempo que ainda não passou.
Me traz o seu sossego, atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa.
Me dá sua palavra, sussurra em meu ouvido
Só o que me interessa.

A lógica do vento, o caos do pensamento, a paz na solidão,
A órbita do tempo, a pausa do retrato, a voz da intuição,
A curva do universo, a fórmula do acaso, o alcance da promessa,
O salto do desejo, o agora e o infinito só o que me interessa.

Um Novo Cântico

•Outubro 2009 • 2 Comentários

harpa

Quando o Senhor me livrou de um lamaçal e me firmou numa rocha, dizia Davi, ele colocou um cântico novo em meus lábios, um hino de louvor, de reconhecimento ao Senhor meu Deus. Davi fala sobre um cântico novo. Uma das possíveis interpretações nesse texto para mim, seria um cântico recente. Novo no sentido de ser recente, de não ser sobre coisas que aconteceram a muito tempo e sim daquilo que ainda está fresco na minha mente. Era como se Davi tivesse aconselhando sobre ter um reconhecimento sobre Deus, não daquilo que ele fez no passado, mas daquilo que faz agora no presente.

Como é facil para nós ficarmos lembrando o tempo quando tudo era muito tranquilo. Ou de quando nós récem tínhamos correspondido às diversas iniciativas de Deus por nós. Sobre como era bom aquele tempo em que tudo era tão novo, tão simples, tudo tão romântico e perfeito. Às vezes aparenta que nosso Deus estava presente em nossa realidade no passado como jamais estará.

Mas espera, o que é isso que Davi está falando? Não é sobre um cântico antigo colocado em meus lábios e sim um novo, recente, fresco cântico. E este não é um cântico de tristeza, nem de luto ou decepção, muito menos de nostálgia. Não é também um cântico de esperança, ou coisa parecida. Não proclama o futuro, nem relembra o passado. Mas sim um cântico novo, (lembre-se recente, fresco) um hino de louvor! De reconhecimento!

Re-co-nhe-ci-men-to. Só é possivel reconhecer aquilo que um dia foi conhecido. Para reconhecer é preciso conhecer primeiro. Faz-se necessário relacionamento. Conhecimento. Andar juntos. Companheirismo. Ouvir a voz. Ouvir de novo. Falar, uma, duas, três vezes. Discordar um do outro. Convencer um ao outro. Quando conhecendo a Deus, fica mais simples reconhecer o seu agir.

Às vezes, quando o Senhor parece ausente ou distante, não conseguimos reconhecer as pistas que ele deixa sobre seu mover. Por que? Será que não o temos conhecido suficientemente? Será que temos nos permitido ficar alheios diante de tal sensação, como se realmente pudéssemos nos ausentar dele?

Não deixe que o corriqueiro, o cotidiano, roube você da presença de Deus, de tal forma que você fique alheio ao que ele tem realizado. Por menor que seja seu agir, por mais singelo e puro que seja o sussuro da sua voz durante a tempestade. Se você o tem conhecido poderá reconhecê-lo, mesmo numa simples brisa e então um cântico recente, fresco, “NOVO” brotará em seus lábios.

Se eu estiver lá…

•Outubro 2009 • Deixe um comentário

beach-in-the-rain

Ontem a noite coloquei minhas roupas no varal, o céu estava limpo e dificilmente eu acreditaria que iria chover. Apesar de Deus ter falado comigo sobre a chuva que viria, mas quem disse que eu acreditaria ouvir a voz de Deus assim, tão simples e num assunto tão corriqueiro e pouco religioso. Afinal, Deus ainda é um ente religoso.

O mais engraçado foi ter sido acordado no meio da madrugada, por causa dos ventos e relâmpagos e dos trovões. Enfim, deu tempo de correr e retirar minhas úmidas roupas do varal e arrumá-las num local coberto. O melhor foi que depois disso fiquei tentando entender o pouco do meu relacionamento com Deus, e de acordo com que a chuva ia se intensificando, imagens e palavras vinham em meu pensamento. Uma delas foi sobre o homem que constrói sua casa na areia ou na rocha, citada por Jesus no sermão do monte.

Na imagem que Jesus propõem para dinamizar seu ensino, o cenário é o mesmo, as duas casas estão na praia. Se essa imagem faz menção sobre ouvir a palavra de Deus e torná-la prática, o onde, o quando e o porque estão implícitos e relacionados ao ouvir. Porém, o que vai definitivamente determinar as coisas é o “como”. Esse sim fala da prática das verdades e palavras de Deus. Ás vezes, penso que minha reflexão pode parecer confusa, por que aparentemente, quando Jesus fala de um homem que constrói na areia e outro que constrói na rocha, esteja falando sobre “onde” se deve construir, na areia ou na rocha, contudo acredito que ele está falando sobre “o como”. Por que tanto a areia, quanto a rocha estão no mesmo lugar, no mesmo onde: na praia.

Temos ao nosso redor, pessoas no mesmo lugar, na mesma situação, pela mesma razão, mas vivenciando tudo de forma diferente. Se você fizer um pequeno esforço vai perceber que ao seu redor acontece a mesma coisa. Pessoas como você na mesma igreja, escola, trabalho, mesma situação, ouvindo as mesmas coisas, as vezes com as mesmas necessidades, lutando pelos mesmos motivos e ideais, no entanto vivendo tudo de forma diferente, percebendo tudo de uma forma muito diferente, e muitas vezes opostas.

Para mim a resposta foi clara: como que estão? Como está o coração de cada um desses homens. Sobre qual fundamento estão estabelecidos. Quais são os seus valores. Quem está lá com eles. E eles estão lá também? E eu? Será que Deus está lá nos meus valores, ou só estou eu? Ou será que estou tão enganado sobre mim mesmo, que os meus valores não refletem em nada a minha vida? Que eu não estou nos meus valores?Será que estou tão alheio à realidade daquilo que Deus tem me proposto, que estou construindo tudo numa ilusão onde nem mesmo eu me encontro ali?

A impressão que eu tenho é que muitas das vezes estamos ouvindo verdades, mas ainda construindo nossas vidas em ilusões. Não estamos lá, onde a verdade está. E se estamos ainda escolhemos não se conforma à verdade. Não estou como a verdade, estou como eu quero, como eu penso, como eu gosto, mas nunca como a Verdade diz, como ela quer, como a Verdade ensina.

Se eu tenho ouvido a palavra de Deus, eu estou no lugar certo. Se eu não torno prática a palavra de Deus, estou da forma errada. No lugar certo, da forma errada. Uma casa na praia realmente é um lugar perfeito desejável, por causa da vista, da beleza a se apreciar e desfrutar. Viver numa praia terá bons momentos de sol e momentos de chuva e tempestade. Como eu vou viver ali, se num lugar seguro e firme, é o que vai determinar tudo.

Ter um relacionamento com Deus é otimo. Frequentar reuniões em uma comunidade cristã, por que eu preciso ser salvo, e quero amar mais a Deus, quero expressar o amor de Deus aos outros, vivenciar disciplinas “espirituais”, como oração, leitura bíblica, jejum, meditação, solitude e etc. Uau! Tudo isso é perfeito. Mas, no fim, o que importa é como vou me posicionar diante desse relacionamento, como vou responder a Deus, como pratico essas disciplinas, como frequento a comunidade cristã e principalmente como sou conhecido por Deus.

Quando nem mesmo o espelho me convence

•Outubro 2009 • 8 Comentários

Ilusão! É isso que acontece quando nem mesmo o espelho me convence. Quando nem mesmo reconheço minha própria imagem no espelho, ou quando me vendo, logo, logo quando saio já não me recordo da imagem que vi. Não a encontro mais em mim e diante da realidade de quem eu sou, prefiro nega-lá do que render-me. Inicia-se aí um processo de auto-destruição e degeneração da minha humanidade. Prefiro ser outro, procuro ser o que os outros buscam em mim. Jamais eu mesmo.

Tento me agradar com imagem que as pessoas preferem de mim. Me satisfaço na adequação diária às pessoas, às realidades. Nunca transformo o mundo ao meu redor, sou simplesmente conformado! Quando confrontado, nego e culpo os outros por me tornar quem sou. Algumas pessoas confundem e disfarçam a decadência da identidade com o álibi da flexibilidade.

Eu concordo que devemos ser flexíveis, sim, adaptáveis, mas nunca como fuga da realidade daquilo que eu já sou, e que ninguém mais vai conseguir retirar de mim. Por que toda a vez que nego minha própria identidade, quando não encaro a mim mesmo, negando quem sou, me alieno de mim mesmo e começo a viver uma ilusão. E isso me degrada, me definha e me destrói!

Quando me encaro com todas as imperfeições, que nego tanto e me esforço tanto para esconder, percebo que sou mais do que adequado para a minha realidade, sou necessário, sou a peça exata, como num quebra-cabeça-existência-humana. Sou único, do jeito exato e adequado para o momento exato. Conformado àquilo que Deus desenhou para minha realidade, me torno agente transformador da minha realidade.

Só existe uma maneira de ser transformado e transformar o universo ao meu redor:

  • reconhecendo quem sou, com todas as nuances, detalhes, qualidades e defeitos;
  • reconhecendo meus limites, meus erros e acertos, minhas falhas, as minhas decisões certas e as confusas ou erradas;
  • reconhecendo Deus, em tudo e em todos, em cada momento, em cada situação e o quanto eu preciso dele.

Por isso, não conformeis com esse século (e com as definições, e as idéias e conceitos que são apresentados sobre quem é você, Ser Humano, principalmente quando essas negam as verdades de Deus alienando você de si mesmo), mas seja transformado pela renovação do seu entendimento (compreensão e conhecimento exato sobre quem é você, sobre quem é Deus e seus desejos para você) e desfrute da boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

DIGNIDADE

•Outubro 2009 • 2 Comentários

Valor intrínseco que jamais pode ser adquirido através de homens. Apenas em Deus, e somente nele, posso (re)conhecer-me digno!

Como um homem que olhando ao espelho, vê sua própria imagem como verdadeiramente ela é. Se busco valor no outro, vejo o outro (e suas limitações). Se busco valor em Deus, encontro a essência. A essência dele é Ser, Sou o que Sou. Descubro que Sou essencialmente o que necessariamente preciso Ser.

Por que tudo começou nele, todo homem tem e é, em si próprio, imagem e assemelhamento à Deus. Por isso, só exista verdadeira identidade quando incessantemente busco conhecer a mim, começando por me abrir primeiro para ele, conhecendo a Deus. O único ser onde posso encontrar verdadeira identificação, visto que sou semelhança dele. Depois, por me abrir ao outro, conhecendo o outro, tendo que todos somos imagem e semelhança, todos revelamos a Deus.

Por isso quando o busco no outro, essencialmente buscando, não a mim mesmo, mas a Deus, necessariamente vou encontra-lo no outro.

A LUA

•Outubro 2009 • 1 Comentário

Ela que está sempre no céu, enfeitando a escuridão da noite, inspirando aos românticos trovadores e principalmente aos observadores. Eu me vejo assim, como um observador da vida que tento traduzi-la em palavras e em sentimentos, imagens, buscando assim dar sentido para a realidade.

Fiquei pensando dia desses sobre a lua e lembrei que tinha uma poesia sobre ela. Coincidentemente, li no blog de uma amiga um poesia dela sobre a lua. Daí resolvi postar aqui a dela e a minha. E muito mais do que isso, incentivá-lo a olhar a lua. Como pode ainda no meio de tamanha escuridão brilhar tanto? É que ela nunca perde o sol de vista, e por isso brilha. Por isso encanta!


LUA, CONTA PRA MIM

(Mari Reis)

Lua, lua, lua me diz,
Como ser assim tão feliz
Como ser bonita demais,
Reluzir assim tanta paz

Lua vem dizer por favor,
Como transmitir tanto amor
Como refletir tanta luz,
Lua, conta quem te conduz?

LUA

(Marco Faria)

Era a lua.
Ela estava bem perto de mim.
Eu a via e vinha caminhando de longe
E via ela pendurada nos postes que enfeitam o natal da cidade.

Era a lua, sim.
Meia lua e eu a via amarelada.
Quando me aproximei, Deus a colocou de volta no céu.
Eu não faço mal pra ela e nem ela pra mim.

Mas era a lua.
Ela estava bem perto.
Enquanto eu me aproximava ela fugia pro céu.
Ela estava dependurada nos postes que enfeitam o natal da cidade.

Era tão ela,
Que eu a via
E podia tocar, nas pontas dos pés, a ponta do dedo nela.
Ela amarela dependurada nos postes de natal que enfeitam a cidade.

Era ela.
Era pra mim.
Enfeitava dependurada em postes o natal da cidade
E Deus a colocou no céu de volta quando me aproximei.

Crueldade

•Outubro 2009 • 1 Comentário

Crueldade.
Aparece na minha vida
De repente, me evita,
Foge, esconde, pula está parte,
Lê a próxima página,
Descobre tudo o que seria.

Crueldade!
Volta, pára minha vida,
Sabe o futuro, pega e pisa,
Chuta e salta
Duas páginas
E só me deixa sofrer.

Crueldade mesmo!
Vem, me consola:
“Já li tudo, você morre no final”
Rasga e cola, desordena
Um capitulo
Protagonizo e nem posso ler.

Crueldade?
Vai, mas deixa um bilhete:
“Ainda há páginas em branco
Escreva!”
Esqueça… um livro?!
Bobeira, tristeza
Você e eu? Beleza.

Crueldade.
Começo do nada,
Escrevo mil frases,
Exercícios, verdades, loucuras,
Devaneios e muitas outras coisas
E dá-lhes pessoas a ler.

Meu coração

•Outubro 2009 • 2 Comentários

Meu coração

Apertado,
Enlouquecido,
Confuso.

Saindo na nuca
Defeituoso.

Na minha mente tudo certo,
Mas ele diz sempre não.

Apaixonado,
Tresloucado,
Perdido,

Cada momento
Parece único demais
Para gastar com essas paixões.

No entanto, a paixão preenche tanto
Que os pequenos momentos,
Fugazes, eternizam-se em detalhes
Ínfimos, ridículos, românticos.

E eu?

Amando-os!

. . .

•Setembro 2009 • 2 Comentários

Não sei sobre o que acontecerá amanhã,

Muito menos o que acontecerá daqui a meia-hora.

Tenho expectativas somente, espectros de vontade.

Ainda estou confuso com o que se passou nos últimos quinze minutos

Tenho espectros de vida que perambulam próximos de mim,

Porém distantes demais para dizer à minha vida o que será de nós.

Tudo que tenho é exatamente o momento e o reflexo do momento.

Cada momento exato sofre o reflexo exato do momento anterior a este.

Cada exato momento pode se tornar o momento errado segundos depois.

E eu? Como lido com esta falha no sistema vida?

Vivo cada momento, como sendo o momento exato

Para ser vivido exatamente como se apresenta a mim.

E o que eu espero?

Espero simplesmente VIVER!