Poesias

E assim, nesses versos, me apresento

Marco Faria minha alcunha

E nessas horas me abstenho,

Do nome segundo que tenho

Por teimosia ou por manha.

Marco de minha agonia,

Antonio, que me faz forte,

Faria, o que trago da morte

De meu pai, essa é minha tal ironia.

Marco que por minha sorte

Jamais lembrado seria.

Disso faço minha história

Cantador até a morte!

Eis aqui seu subserviente,

Minha alcunha é Marco Faria.

Artista, poeta ou demente,

Que eu deixo à revelia.

Pois eu canto o que escrevo,

Escrevo o que penso e vivo.

No palco o texto revivo

E de memórias prescrevo

Cantador e alquimista.


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