Prosa
Um estranho comum à porta!!!
Levanto da poltrona e vou à porta. Pressinto que baterão e batem! Eu já observava segundos antes da batida pelo olho mágico premo-notório. Fui sensitiva mais um vez e ignorei a possibilidade do mal, do amargo e doloso. Quase abro a porta. Preocupo. Observo durante minutos. Movimentos lentos e batidas repetidas e repetitivas na porta deflagram o desejo dele por me tomar por inteira. Sinto o furor do seu desejo. Seu corpo sua, minhas mãos suam. Nervosa me deslizo na porta ao encontro do chão. Passos. Eu ainda ouço os seus afastando. O tempo vazio na expectativa da porta. Alcanço novamente a poltrona e respiro forte. Penso por que não? Ódio. Sinto me cercada e seduzida por aquilo que evitei. Corro os pensamentos pela porta e com o mágico olho da vaidade imagino tudo o que não houve.
Tomo um livro nas mãos e tento a calma pela leitura. Minha mente permanece inquieta e acelerada com todas as minhas imaginações sobre aquele fato batidas na porta. Abro numa pagina amarelada, usada, gasta, lida e leio: “O pecado ávido bate à porta, no entanto, basta a ti dominá-lo.” Fecho páginas e olhos. Reflito! Sorrio.
Subitamente, levanto da poltrona rumo à porta. Pressinto que baterão e observo segundos antes da batida com meu mágico olho premo-notório. Destravo o trinco e recosto à porta, contenho um sorriso estranho nos lábios e a certeza daquilo que vai me dominar.


muito bom
MARCULINO…..ta mandando bem heim!! gostei..parabéns! ta ficando mehor a cada dia!
abraço
Valeu Marco…, `
ô luta de todo dia hein??
Muito bom. Deixo as crítica para quando for capaz de fazê-las…rs